O papel dos sindicatos e movimentos sociais na luta por direitos da população LGBTQIAPN+

Marchas, seminários e encontros marcaram a programação realizada na capital paulista. Foto: APP-Sindicato/Foz.

Dirigentes da APP-Sindicato participaram de encontros, marchas e atividades formativas que debateram direitos, cidadania e inclusão da população LGBTQIAPN+

A agenda integrou as ações organizadas pela Secretaria de Políticas Sociais e Direitos Humanos e pela Secretaria de Formação Sindical e Cultural da CUT – Central Única dos Trabalhadores –, em conjunto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), a Secretaria Nacional LGBTQIAPN+ e diversos movimentos, entidades e coletivos da sociedade civil organizada.

As atividades incluíram o 7.º Encontro Nacional LGBTQIA+, a 25.ª Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, a 2.ª Marcha dos Trabalhadores LGBTQIAPN+, a 24.ª Marcha das Mulheres Lésbicas e Bissexuais e a 30.ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo.

Os eventos tiveram como objetivo compreender, identificar e valorizar políticas públicas e ações voltadas à garantia da memória, da cidadania e dos direitos da população LGBTQIAPN+.

O ano de 2026 representa um momento histórico e, ao mesmo tempo, desafiador para a população LGBTQIAPN+ do Brasil, da América Latina e do Caribe. O avanço da extrema direita e de uma nova onda conservadora tem resultado em ataques a direitos já conquistados e na criação de obstáculos ao avanço das pautas defendidas pelos movimentos e organizações representativas dessa comunidade.

Durante esses dias, São Paulo transformou-se em um grande espaço de debate, mobilização e visibilidade da causa LGBTQIAPN+ no Brasil e no mundo. Os eventos atraem milhões de pessoas entre moradores, trabalhadores e turistas, tornando a presença da população LGBTQIAPN+ parte viva e marcante da paisagem urbana da cidade.

A participação da APP-Sindicato e de outras organizações em espaços como esses reforça a responsabilidade histórica assumida pelos sindicatos e movimentos sociais na defesa da população LGBTQIAPN+. Seja na luta pela garantia de direitos, seja na celebração de conquistas históricas, essas entidades cumprem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais democrática, inclusiva e comprometida com o respeito à diversidade.

Por
Ilda Aparecida de Souza
Secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTQIA+
Israel Vogel Rieger
Secretário Executivo de Comunicação