NOTA DE REPÚDIO

Foto meramente ilustrativa: Fernando Frazão/Agência Brasil arquivo

A APP-Sindicato/Foz repudia a agressão violenta sofrida por duas mulheres muçulmanas, naturais do Líbano e da Síria, em um shopping center de Foz do Iguaçu. O ato, marcado por hostilidades verbais, retirada forçada do hijab (véu islâmico) e socos e agressões, conforme relatado, não configura apenas um crime individual, mas um atentado contra a dignidade humana e a liberdade religiosa

É inadmissível que em Foz do Iguaçu, uma cidade que se orgulha de abrigar dezenas de etnias e nacionalidades em harmonia, o ódio e a xenofobia encontrem espaço. O ódio e a ignorância agressiva ganham espaço, entre outros fatores, embalados pela desinformação e violência propalados dia e noite pelos setores da extrema-direita.

A agressão sofrida pelas duas mulheres carrega um componente duplo: a intolerância religiosa e o machismo. Atitudes como essa são a base e indutor de uma realidade alarmante. Em 2025, o Brasil atingiu um recorde desolador de feminicídios, com uma média de quatro mulheres mortas por dia.

A violência física que sofreram as duas mulheres é o estágio que precede o crime letal, alimentado por uma cultura de ódio que precisa ser combatida com rigor.

O fato, portanto, incorre em crimes, no plural, sendo violência física e intolerância religiosa e xenofobia. Qualquer abrandamento contribui para invisibilizar a gravidade do ataque. É fundamental que as autoridades competentes tipifiquem o ato como crime de discriminação e ódio, garantindo que a Justiça seja pedagógica e exemplar.

A APP-Sindicato/Foz reafirma seu compromisso com a educação para a diversidade e a paz. Não aceitaremos que o medo se instale em nossa fronteira. Solidarizamo-nos com as vítimas e com toda a comunidade árabe e muçulmana de Foz do Iguaçu.

Foz do Iguaçu, 13 de fevereiro de 2026.

Direção da APP-Sindicato/Foz