Nas escolas e nas ruas, estudantes se mobilizam contra o desmonte do ensino público do Paraná

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Na manhã desta sexta-feira, 6, estudantes realizaram ato público no Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu contra o desmonte da escola pública do Paraná. O movimento foi organizado por um conjunto de grêmios estudantis.

Com cartazes e faixas, os(as) estudantes permaneceram cerca de duas horas em frente ao órgão educacional e conversaram com a comunidade. Durante a manifestação, eles aproveitaram para avaliar as principais medidas do Governo do Paraná que prejudicam a educação.

O encerramento do Ensino Médio noturno, o sucateamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a superlotação de turmas, o ataque contra os colégios do campo, fim do Espanhol na rede estadual e extinção do Celem são as principais preocupações levantadas pelos discentes.

Estudantes fazem assembleia para organizar a mobilização pelo Ensino Médio noturno.

Ainda nesta sexta-feira, à tarde, foi a vez dos(as) alunos(as) do Colégio Estadual Alberto Santos Dumont, em Ramilândia, realizarem assembleia com a participação de pais, mães e educadores(as). Eles(as) definiram tomar as ruas da cidade para exigir do Governo do Paraná a manutenção do Ensino Médio à noite na escola, demanda que permanece negada no sistema on-line da SEED.

A comunidade escolar do foi às ruas com cartazes e faixas confeccionados pelos próprios estudantes. O Alberto Santos Dumont é o único colégio estadual em Ramilândia. Se o governo não permitir a abertura de turma para o primeiro ano do Ensino Médio, no período da noite, adolescentes e jovens precisarão se deslocar todos os dias para outra cidade para estudar, no ano que vem. O município mais próximo é Matelândia.

Juntamente com as mobilizações, os(as) estudantes(as) têm se reunido em sala de aula e nas escolas para discutir a situação da escola pública do Paraná, mesmo com o calendário do ano letivo perto do fim. Sabem que a garantia ao direito à educação se dá com luta, uma tarefa de todos(as): alunos(as), pais, mães e educadores(as).

Organizados em grêmios ou a partir de iniciativas de líderes de turmas e outros coletivos, os(as) alunos(as) demonstram consciência em ralação ao projeto em andamento que ataca frontalmente a escola pública e o direito de adolescentes e jovens a uma educação gratuita e de qualidade.

Manifestação de estudantes no NRE de Foz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Protesto de alunos(as) em Ramilândia

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