Na tribuna da Câmara de Foz, APP denuncia desmonte da educação

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Dirigentes da APP-Sindicato/Foz utilizaram a tribuna da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu durante a sessão dessa terça-feira, 17, para denunciar o desmonte da escola pública do Paraná promovido por Ratinho Junior (PSD). A atividade legislativa, além de aberta para a comunidade, é transmitida ao vivo pela TV Câmara.

A presidente da APP-Sindicato/Foz, Cátia Castro, e o secretário de Finanças, Silvio Borges, se revezaram ao microfone. Eles explicaram os principais ataques contra o sistema educacional e a implicação negativa dessas medidas para as escolas, estudantes, professores(as) e funcionários(as) da rede estadual.

A intenção da Secretaria Estadual de Educação (SEED) de retirar o Espanhol da grade curricular da educação básica e o desmonte do Celem e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram enfatizados por Silvio Borges, que fez a primeira fala. O dirigente sindical defendeu a manutenção do castelhano por sua importância para Foz, para a região das Três Fronteiras e à integração do Paraná e do Brasil com a América Latina.

“O Movimento Fica Espanhol se mobilizou em todo o estado e conseguiu impedir a extinção do Espanhol em 2020. Mas o que queremos é que o ensino dessa língua seja obrigatório e garantido nos próximos anos, já que isso não implica em ‘despesa’ para o governo, pois os(as) professores(as) já existem”, pontuou Silvio.

O educador também divulgou um levantamento realizado junto a escolas estaduais de Foz do Iguaçu que mostra o fechamento de mais de 20 turmas em apenas 16 estabelecimentos. A pesquisa ainda está sendo realizada junto às equipes de ensino de cada colégio. Em relação à EJA, denunciou Silvio Borges, já são sete turmas fechadas em uma região populosa de Foz.

Da tribuna do Legislativo iguaçuense, Cátia Castro relatou problemas enfrentados pelos professores decorrentes da resolução de distribuição de aulas punitiva e desorganizada, que foi imposta pela SEED a poucos dias do fim de ano. Ela enfocou sua fala no processo de extinção do Ensino Médio noturno, que começa já a partir do ano letivo de 2020.

Cátia Castro denunciou o fechamento do Ensino Médio como um processo de exclusão de jovens.

“O Ensino Médio é o gargalo da educação, porque a realidade brasileira é complexa. Desde a LDB a escola não consegue atingir toda a juventude, pois essa população precisa trabalhar, em emprego formal ou fazendo ‘bico’, para ajudar seus pais”, asseverou Cátia. “No Brasil, quatro a cada 10 jovens com 19 anos não concluíram essa etapa do ensino”, relatou a presidenta do Núcleo Sindical de Foz.

Para Cátia Castro, a política educacional de Ratinho Junior acentua ainda mais essa exclusão. “Com o fechamento do Ensino Médio, o governo está forçando mais jovens a abandonar a escola. Isso é um crime de acordo com toda a legislação. E também é muito cruel ao negar o acesso à educação para a juventude mais pobre”, refletiu Cátia Castro.

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