Educadores(as) de Foz e região definem tarefas nas escolas e agenda de luta

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Fortalecer a unidade, ampliar a mobilização e ocupar cada espaço para dialogar com a categoria e a comunidade escolar sobre os ataques contra a educação pública impostos pelo Governo Ratinho Junior. Essas foram as deliberações Conselho Regional da APP-Sindicato/Foz, em reunião amplida nesse sábado, 1º.

No encontro, professores(as) e funcionários(as) de Foz do Iguaçu e região avaliaram o cenário conjuntural de 2020. Da análise, destaca-se a importância da luta para fazer frente ao projeto de desmonte da educação e de retirada de direitos implementado por Ratinho Junior e o secretário-empresário Renato Feder.

Além das mobilizações, os(as) educadores(as) discutiram sobre a Campanha Salarial 2020, que inclui o pagamento da reposição salarial e do piso salarial nacional, a defesa da hora-atividade prevista em lei e a hora-aula. A reversão das demissões ilegais de PSSs também foi pauta da reunião.

Diego Valdez: “Fortalecer nossa mobilização e organização”. 

“Precisamos fortalecer nossa mobilização e organização para enfrentrarmos a política de Ratinho Junior”, enfatizou o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “Nossa tarefa é dialogar com nossos colegas nas escolas e conscientizar a comunidade escolar sobre os ataques do governo que estão em curso contra a escola pública os direitos dos(as) servidores(as)”, completou.

Valdez lembrou que em janeiro a categoria recebeu 2% de reposição, mas que na folha de março haverá aumento em 3% da contribuição previdenciária, resultando em perda de 1% do salário de cada educador. Devido ao não cumprimento da Lei do Piso no Paraná e ao calote da reposição, frisou o dirigente, professores(as) acumulam perdas de 47,26% da remuneração, e agentes educacionais continuam recebendo abaixo do salário mínimo regional.

Defender o sindicato e o direito à organização

A reunião ampliada do Conselho Regional denunciou a tentativa do Governo Ratinho Junior de enfraquecer sindicatos e associações de servidores(as) públicos do Paraná ao impor a necessidade de confirmação de filiação a funcionários(as) que têm o desconto sindical lançado na folha de pagamento.

Educadores(as) de Foz e região participaram da reunião.

“A exemplo de Jaime Lerner no passado, Ratinho Junior adota prática ilegal e antissindical para atacar o direito de organização dos(as) trabalhadores(as). É a contribuição sindical que financia a nossa luta e nosso sindicato enquanto órgão de classe”, apontou Diego Valdez. “É tarefa de cada servidor(as) filiado defender o sindicato e seu direito de organização”, ressaltou.

Eleição do representante escolar

O Conselho Escolar apontou como tarefa imediata da base a eleição do representante escolar, que é a Comissão Sindical Escolar. Esse processo deve ser feito durante os dias pedagógicos (3 e 4 de fevereiro), em cada escola, reunindo professores(as), pedagogos(as) e funcionários(as) de todos os turnos.

A Comissão Sindical Escolar faz a intermediação entre a direção da APP e o estabelecimento de ensino, apresenta demandas da categoria e contribui para os debates e a ciruculação de informações sindicais. É um instrumento de organização pela base e constitui uma instância orgânica dos trabalhadores(as) na escola. Os dirigentes da APP-Sindicato/Foz podem apoiar os(as) educadores(as) nesse processo. Clique aqui para baixar o modelo de ata .

Dias pedagógicos

Durante os dois dias de formação, antes do início das aulas, os(as) educadores(as) devem utilizar cada espaço para fazer a denúncia do projeto de Ratinho Junior. Essa agenda prevê a privatização da escola pública, transferência de recursos da educação para o setor empresarial, ensino meritocrátivo baseado na obtenção de índices, desorganização escolar, evaziamento do conteúdo pedagógico e retirada de direitos. Clique para baixar o jornal 30 de Agosto com textos para auxiliar o debate.

Conselho Regional definiu ações nos dias pedagógicos, em 3 e 4 de fevereiro. 

Calendário de mobilização

Fevereiro

3 e 4 – dias pedagógicos: debater com a categoria o cenário e a conjuntura da educação e os desafios dos educadores(as) em 2020.

11 – Plenária do Fórum em Defesa das Entidades Sindicais.

14 – Mobilização nacional das centrais sindicais em defesa da Previdência e do INSS.

15 – Reunião do Coletivo de Pedagogas(os) da APP-Sindicato/Foz.

18 – Apoio à mobilização dos estudantes de boicote à Prova Paraná.

21 – Carnaval: mobilizar blocos populares em defesa dos(as) servidores(as) e do serviço público.

Durante todo o mês – Participar da organização da Marcha das Mulheres nas Três Fronteiras, enfatizando que o Governo Bolsonaro representa o aumento da violência e da exploração das mulheres, principalmente de mulheres negras e pobres.

Março

8 – Dia Internacional da Mulher: Marcha das Mulheres nas Três Fronteiras

18 – Paralisação Nacional da Educação convocada pela CNTE.

18 – Audiência pública na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu sobre violência contra a mulher e feminicídio.

21 – Dia de Luta Contra a Discriminação Racial.

27 e 28 – Reunião do Conselho Estadual e Assembleia Estadual da APP.

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