Marcha das Mulheres será em Foz, Ciudad del Este e Puerto Iguazú

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A professora Danielli Becker, da APP-Sindicato/Foz, apresentou a programação no programa Marco Zero e falou sobre a violência contra a mulher.

Na próxima sexta-feira, 8, acontecerá a Marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres em Foz do Iguaçu. A concentração será no Zoológico Bosque Guarani a partir das 18h. A marcha sairá às 19h, pelas avenidas centrais, até a Praça da Paz, onde haverá um ato público.

Neste ano, a Marcha das Mulheres ocorrerá simultaneamente em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina). Secretária de Comunicação da APP-Sindicato/Foz, uma das entidades promotoras da mobilização, Danielli Ovsiany Becker participou do Marco Zero, programa do portal H2FOZ e da Rádio Clube FM.

A marcha, explicou Danielli, reivindica o fim da violência doméstica e do feminicídio, igualdade salarial, trabalho decente, direito trabalhista e aposentadoria. Durante a entrevista, a educadora ressaltou que as pautas das mulheres importam para toda a sociedade.

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Danielli Ovsiany Becker, secretária de Comunicação da APP-Sindicato/Foz

“Quando tratamos da pauta feminista, abordamos a pauta social como um todo. Mais de 50% dos lares são mantidos por mulheres”, destacou Danielli. “É preciso desconstruir o machismo e acabar com a violência doméstica, que afeta não apenas as mulheres como as famílias e os filhos”, frisou.

Entre as várias formas de violência contra a mulher, a professora e dirigente sindical destacou a física, psicológica e patrimonial. “Os números são alarmantes. Foram mais de cem feminicídios no Brasil só em janeiro de 2019. Ocorrem no país 12 feminicídios e 135 estupros todos os dias.”

Marcha das Mulheres

A Marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres em Foz do Iguaçu tem como lema: “Pela vida das mulheres, somos todas Marielle!” – em referência ao assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro (RJ). A frase remete à trajetória de mulheres que enfrentam a injustiça e a opressão.

O atentado contra a parlamentar carioca completa um ano neste mês, sem que o crime tenha sido desvendado pelas autoridades nem seus responsáveis, identificados e punidos.

O informativo de divulgação da mobilização do dia 8 de março apresenta dados oficiais da violência contra a mulher. Em Foz do Iguaçu, ocorreram em média 12 casos de agressão física a mulheres por dia no ano de 2018. Na maioria dos casos, o agressor é conhecido, e a violência acontece em casa.

No Brasil, dados oficiais demonstram que 500 mulheres são agredidas por hora. Uma mulher é morta a cada duas horas, e ocorrem 164 estupros diários, sem contar que grande parte dos casos não é denunciada ou relatada. As violências domésticas, aponta o panfleto, são físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais.

Pautas

Entre as pautas defendidas durante a Marcha das Mulheres, estão o fim da violência contra a mulher, a igualdade salarial e as condições dignas de trabalho com a revogação da reforma trabalhista em vigor desde 2018. O movimento é contra a reforma da Previdência e defende a educação pública, gratuita e de qualidade.

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