“Proposta fake” de Ratinho Junior que retira mais direitos revolta servidores(as)

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A falsa proposta anunciada por Ratinho Junior (PSD) à imprensa, na manhã desta quarta-feira, 3, provocou a revolta dos(as) servidores(as) paranaenses em greve.

Sem dialogar com os(as) funcionários públicos(as), o governador “propôs” meio por cento de reposição em 2019, a partir outubro, mediante a retirada de mais direitos que estão garantidos no plano de carreira da categoria, como as licenças especiais.

“É uma proposta indecente. Sequer há garantias de reposição, pois o governo condiciona aplicar os índices risíveis que divulgou à imprensa ao crescimento da economia e à retirada das licenças. É a destruição da carreira dos(as) servidores(as)”, enfatiza Cátia Castro, presidenta da APP-Sindicato/Foz.

A indignação dos(as) servidores(as) também foi em relação ao desrespeito de Ratinho Junior com os(as) funcionários(as) de escolas. “Pela ‘proposta’ do governador, por exemplo, o percentual significa R$ 5 no salário de uma agente I PSS, o que não paga nem o vale transporte de um dia de trabalho”, aponta Cátia.

Na segunda semana de paralisação, que alcança 85% das escolas da rede estadual em todo o Paraná, os(as) servidores(as) exigem o pagamento de 17% da data-base e o fim do calote à reposição, que dura quase quatro anos.

A “proposta fake” de Ratinho Junior, com reposição parcelada até 2.022 e fim das licenças, sequer será considerada pelos(as) servidores(as) em greve. A paralisação segue por tempo indeterminado, com a categoria aguardando proposta de negociação do governador.

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