“Militarizado, Colégio Mitre será excludente e elitizado”, afirma presidente da APP-Sindicato/Foz

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A militarização do Colégio Bartolomeu Mitre, por decreto da governadora Cida Borghetti (Progressistas) e sem debate com a comunidade, foi um processo autoritário. O tradicional estabelecimento de ensino em Foz se tornará excludente, elitizado e afastará o(a) estudante das classes populares.

Esses foram os principais apontamentos da presidente da APP-Sindicato/Foz, Cátia Castro, em debate nesta quinta-feira, 6, na Rádio Cultura, sobre a militarização do Colégio Mitre. Também participou da entrevista o major da Polícia Militar, Marcos Aparecido de Souza, que será o comandante da instituição.

Ao vivo, a educadora questionou os critérios do governo e da PM para escolher o Mitre para a militarização, e a consequente priorização de investimentos, em detrimento dos demais estabelecimentos de ensino. Cátia ainda denunciou que a militarização vai contra a gestão democrática prevista na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

A dirigente sindical afirmou que a destinação de 50% das vagas do colégio para filhos(as) de militares é inconstitucional por ferir o princípio da universalidade de acesso à educação pública. Ela também denunciou o alto custo das fardas obrigatórias e a cobrança de “doações espontâneas” dos pais e mães.

“É preciso deixar claro que se trata de militarização de um colégio tradicional de Foz, com bom desempenho e ótimas referências”, disse Cátia Castro. “Não estamos tratando da criação de um colégio militar como os mantidos por polícias e as Forças Armadas”, explicou.

O major Marcos confirmou a exigência do uso de farda militar no Colégio Bartolomeu Mitre e reconheceu que o valor não é barato. “Custa entre 600 e 800 reais. Já identificamos que 50% dos estudantes não terão como comprá-la. Mas já fomos procurados por empresários que querem subsidiá-la”, revelou.

Durante o programa, várias pessoas se manifestaram pelas redes sociais da Rádio Cultura, contrárias à militarização do histórico Colégio Mitre.

Clique e ouça a entrevista.

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