Educadores(as) da base da APP-Sindicato/Foz definem mobilizações

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Foram aprovadas ações em defesa da jornada de trabalho, contra a Reforma da Previdência e a construção da Marcha das Mulheres.

Em Assembleia Extraordinária neste sábado, 16, educadores(as) da base da APP-Sindicato/Foz definiram as mobilizações em Foz do Iguaçu e região até a próxima Assembleia Geral da categoria, prevista para o mês de março. Há pautas específicas da categoria e lutas gerais dos(as) trabalhadores(as).

A primeira mobilização dos(as) educadores(as) será a participação no ato estadual na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na próxima terça-feira, 19. A categoria fará ato público e irá pressionar deputados estaduais para que se manifestem a favor da jornada em hora-aula para pedagogos(as) e professores(as). Veja como participar.

“A defesa da jornada de trabalho e da hora-atividade está entre tantas outras pautas da categoria. Durante a Semana Pedagógica, o novo governo demonstrou que a sua perspectiva para a educação é empresarial, voltada para o resultado, o IDEB”, frisou Cátia Castro.

“Querem exercer o controle total: a Secretaria da Educação controla os núcleos regionais, que controlam as equipes pedagógicas e de ensino, que por sua vez tentam controlar o(a) professor(a). Estão preocupados com números, não há espaço para a crítica e a reflexão na educação”, apontou Cátia.

Cátia Castro:

Cátia Castro: “Governo demonstra que sua perspectiva para a educação é empresarial”

Reforma da Previdência, não!

A segunda ação política aprovada na assembleia da APP-Sindicato/Foz é o fortalecimento do movimento unificado de entidades sindicais e movimentos sociais da cidade e da região contra a Reforma da Previdência. Foi marcada para o dia 20 de fevereiro, no Terminal de Transporte Urbano de Foz, panfletagem e conversa com a população sobre o que está em jogo com a reforma.

A proposta de Jair Bolsonaro (PSL), ainda não oficializada ao Congresso Nacional, deverá trazer graves ataques para os sistemas próprios de previdência dos estados, incluindo o Paraná, como a elevação da contribuição de 11% para 14%, o fim da aposentadoria especial para professores(as), entre outros pontos.

A reforma pretende, também, privatizar o sistema previdenciário brasileiro com a imposição da chamada “capitalização”, modelo que levou a previdência do Chile ao colapso.  A proposta do Governo Bolsonaro pune severamente trabalhadores(as) rurais e as camadas mais pobres da população.

Marcha das Mulheres nas Três Fronteiras

Os(as) educadores(as) também definiram como prioridade neste primeiro trimestre do ano participar ativamente da Marcha das Mulheres, no Dia Internacional das Mulheres. O objetivo é criar um amplo movimento nas Três Fronteiras, envolvendo Argentina, Brasil e Paraguai.

Um coletivo de mulheres, movimentos e organizações, com a participação de dirigentes da APP-Sindicato/Foz, se reúne periodicamente para definir a programação e as formas de mobilização, buscando a construção de uma grande marcha pública no dia 8 de março.

Direção regional

O professor Edrielton Garcia foi eleito na Assembleia Regional para ocupar o cargo de secretário executivo de Saúde e Previdência da APP-Sindicato/Foz.

Informes

Durante a assembleia, foram apresentados informes sobre a pauta da categoria:
1) Eleição da Comissão Sindical Escolar – instância organizativa do sindicato, eleita em cada escola. Proposta de composição: 1 professor(a) e 1 funcionário(a) por período de aula. As escolas devem fazer a eleição, preencher a ata e informar o Núcleo Sindical. Modelo da ata de eleição  para baixar.

2) Campanha Salarial 2019 – explicação sobre cada item da campanha que será deliberada na assembleia de março e apresentada ao Governo do Paraná, abrangendo a pautas das redes estadual e municipais, educacional, carreira e condições de trabalho. Acesse a proposta da campanha.

3) Ação 1/3 das Férias – podem aderir professores(as) concursados(as) que estavam em atividades em 2003 e 2004. O prazo final para a adesão é 1° de março e não vai haver prorrogação. Acesse as orientações sobre a ação.

4) FGTS para PSS – por poder incorrer em nulidade do contrato PSS e prejudicar os(as) trabalhadores(as), o jurídico da APP decidiu que não moverá ação pelo FGTS para trabalhadores(as) temporários. Em São Paulo, por exemplo, ações dessa natureza resultaram em impedimentos aos(às) servidores(as), como o de ter que esperar dois anos para formalização de novo contrato com o governo.

Há ainda o risco de se estimular o governo a aprofundar a terceirização em substituição ao PSS, ou a contratação de educador(a) com CNPJ para a realização das funções na escola.

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