Apoio à greve dos caminhoneiros. Contra a política desastrosa de Temer

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Contra a política desastrosa do governo ilegítimo de Michel Temer

Dirigentes da APP-Sindciato/Foz, sábado, 26, manifestaram apoio aos trabalhadores caminhoneiros que estão em greve desde o dia 21 de maio.

Entendemos que para além do apoio demonstrado através das notas das centrais sindicais, inclusive da CUT (Central Única dos Trabalhadores), à qual nosso sindicato é filiado, é necessário se solidarizar e se aproximar do movimento paredista no sentido de dialogar diante da complexidade e a própria heterogeneidade do movimento, bem como das respectivas pautas defendidas inicialmente e as que foram se incorporando no decorrer do movimento.

Diante do apoio massivo da população à greve, das políticas de desmonte do Estado brasileiro implementadas pelo governo golpista de Michel Temer (MDB), das contrarreformas que retiram direitos dos trabalhadores e do aumento do desemprego, entendemos que é momento de as Centrais Sindicais, de forma unificada, convocarem todos os trabalhadores do Brasil para uma grande Greve Geral, único meio de barrar o avanço da exploração capitalista sobre os trabalhadores.

O movimento de paralisação desencadeado pelos caminhoneiros representa o colapso da política de subserviência do governo brasileiro ilegítimo, aos interesses do mercado internacional. Essa política privatista desastrosa traz implicações a vários setores de economia brasileira, inclusive interesses antagônicos. Por isso o movimento mostra-se tão contraditório e heterogêneo, pois são muitas as disputas com o movimento e no interior do próprio movimento.

GREVE OU LOCAUTE?

Compreendemos também que há atuação do setor patronal no movimento, pois o aumento do combustível e o descontrole dos preços significa também a diminuição da taxa de lucros do setor patronal. Temos clareza de que esse setor patronal, que teve forte participação no processo do golpe parlamentar, jurídico e midiático em 2016, novamente aponta saídas “equivocadas” para essa situação de crise, medidas que beneficiam a burguesia e trazem grandes retrocessos aos trabalhadores.

Ao defenderem a redução de impostos,  o setor patronal não mexe no lucro dos acionistas, e faz a população pagar novamente pela crise, pois reduzir impostos também significa menos investimentos em saúde, educação, segurança pública, etc. Mas neste meio estão também os caminhoneiros autônomos e mesmo os empregados, que assim como os demais trabalhadores brasileiros não suportam mais as condições precárias de trabalho e de vida.

Os caminhoneiros são uma categoria que historicamente tem sofrido com a precarização do trabalho, condições de risco à vida nas estradas, preconceito e desvalorização perante a sociedade, sem ou com pouquíssimos direitos trabalhistas assegurados e, principalmente, com uma variedade nas formas de contratação e prestação de serviço autônomo. Esses fatores contribuem para as desconfianças que tem sido atribuída ao movimento.

É possível reconhecer nesse movimento características de greve e também de locaute, o que nos leva à tarefa árdua de se solidarizar ao movimento, construir unidade entre os trabalhadores, contrapor informações controversas. Essa tarefa requer mais que meras intervenções ou manifestações de apoio, mas também de diálogo e autocrítica interna que busque considerar o porquê setores do movimento dos caminhoneiros não aceitam e não reconhecem a legitimidade dos trabalhadores organizados em seus sindicatos.

Desde abril, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) já havia deliberado por greve, porém sem data definida. A principal pauta é a redução dos preços dos combustíveis e gás de cozinha. Os petroleiros também pedem o fim das importações dos derivados de petróleo, criticam as privatizações e exigem a demissão de Pedro Parente, o presidente da Petrobrás. Segundo o sindicato, “A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as forças armadas para ocupar refinarias.”

O Governo ilegítimo anunciou uma proposta durante a semana para barrar a greve, que não foi acolhida pela totalidade do movimento grevista. Neste domingo, 27 de maio, foi anunciada uma nova proposta de negociação, afirmando ser esta o limite do Governo. Ocorre que o limite do Governo nem de longe atende a pauta fundamental não só dos caminhoneiros, mas de todos nós que temos sofridos com as políticas privatista e entreguista de Pedro Parente e Michel Temer.

Por tudo isso, devemos unificar nossas lutas, juntarmos caminhoneiros, petroleiros, educadores e intensificar o movimento por uma pauta progressista, em que o povo trabalhador não tenha que pagar pela crise.

Junto aos Petroleiros e às demais categorias, defendemos a seguinte pauta:

- CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR
- CONTRA A REPRESSÃO MILITAR AOS CAMINHONEIROS
- CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS
- PELA IMEDIATA DEMISSÃO DE PEDRO PARENTE
- PELA REDUÇÃO DOS PREÇOS DE TODOS OS COMBUSTÍVEIS E GÁS DE COZINHA
- CONTRA A ABSORÇÃO DA VOLATILIDADE DOS PREÇOS SUBORDINADOS AOS MERCADOS INTERNACIONAIS
- CONTRA A REDUÇÃO DOS IMPOSTOS PIS/COFINS – NÓS NÃO PODEMOS PAGAR A CONTA DA CRISE!

A direção da APP-Sindicato/Foz

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